Por que falar bonito virou ato de rebeldia
Numa internet de monossílabos e figurinhas, caprichar no vocabulário deixou de ser pedantismo e virou insubordinação, da mais fina estirpe.
Erudição Cômica · Palavras, Cultura & Sociedade
Numa internet de monossílabos e figurinhas, caprichar no vocabulário deixou de ser pedantismo e virou insubordinação, da mais fina estirpe.
"Publicamos talentos!" · a Casa mais interessante do Brasil
R$ 120 mil em prêmios literários: conto, crônica e poema
O Pena de Ouro, principal concurso da Casa, premia as categorias conto, crônica e poema, com júri de nove países de língua portuguesa. Completam o calendário o MicroConto de Ouro, o Prata da Casa, o Haijin do Brasil (haicai) e o Gota de Tinta, para novas vozes. Regulamentos e inscrições: na área do patrocinador e no site oficial.
Fotos, vídeos, achados eruditos e flagrantes de sabedoria da comunidade: o que a redação aprovar entra no mural abaixo, com os devidos créditos ao remetente.
Ressentimento, orgulho ferido e fome de reconhecimento: o tipo humano que o russo descreveu no século XIX circula hoje, livremente, pela sua lista de contatos.
O mestre português catalogou a fofoca com rigor de naturalista, e carinho inconfesso de praticante.
Gregor Samsa acordou inseto no dia em que deixou de ser útil, e a família percebeu antes dele.
Toda civilização tem suas liturgias. A nossa começa com "bom dia a todos, vou compartilhar minha tela".
Quando o assunto deixa de ser o assunto e passa a ser quem controla a definição da situação, um guia para sair do cabo de guerra.
O tique azul transformou disponibilidade em dever cívico, e a demora, em caso diplomático. Em defesa do direito à latência.
Precisão lexical aplicada às emoções: quem nomeia direito o que sente já resolveu metade, e pede melhor a outra metade.
Do francês ressentirsentir de novo. Anatomia da mágoa que não encerra o expediente.
O talento humano de transformar um e-mail não respondido em tragédia grega, e o antídoto em dois movimentos.
Uma fábula sobre o segundo idioma mais difícil do mundo: o da pessoa que dorme do nosso lado.
Um conto breve sobre memória, linguagem e aquilo que morre quando deixa de ser pronunciado.
Uma fábula corporativa sobre a diferença, frequentemente ignorada, entre a palavra certa e a palavra comprida.
Peça em louvor da arte quase extinta de ouvir alguém até o fim, sem ensaiar a resposta no meio.
A erudição em ondas sonoras: palavras raras, crônicas lidas e a melhor conversa do dial. A frequência está sendo afinada, a estreia será anunciada com a devida pompa.
A Arte de Dizer, a Erudição Cômica em vídeo e o Duque em pessoa, novos episódios no canal principal da comunidade.
A maior comunidade de eruditos cômicos e exóticos intelectuais, vocábulos, bastidores e catapimbas diárias.
Grupo do WhatsApp, redes, concursos, Saturno News e a Carta, o painel completo da casa num só lugar.

"A pessoa chega pelo riso. Ri de uma expressão inesperadamente erudita, encanta-se com a frase e descobre uma palavra que ainda não conhecia. Depois encontra uma referência, sente curiosidade e, quase sem perceber, chega a Machado, Dostoiévski, à filosofia, à história e à arte. Erudição Cômica é quando uma piada abre a porta para um universo inteiro."
Este portal é a sede dessa travessura: um jornal onde a palavra difícil vem de braço dado com a explicação simples, a piada carrega bibliografia escondida e ninguém sai sem ter aprendido, ou gargalhado, alguma coisa. De preferência, as duas.
Will Saturno, Duque da Erudição Cômica
Ilustração: Editoria de Arte da WSTV.
Conto, crônica, poema, microconto e haicai: os prêmios literários da Casa Brasileira de Livros distribuem R$ 120 mil só no Pena de Ouro, com júri de nove países de língua portuguesa. Nesta página você conhece as categorias, acompanha o calendário e, quando as inscrições abrem, inscreve-se sem sair do portal.
Conto · 200 a 7.500 palavras
Crônica · 100 a 2.000 palavras
Poema · até 350 palavras
Tema livre · textos em português · maiores de 18 anos · inéditos não obrigatórios.
R$ 18.000
ao 1º lugar, e mais R$ 10.000 (2º), R$ 6.500 (3º) e R$ 2.750 a cada finalista restante. R$ 120 mil distribuídos no total, além do troféu de aço com detalhes banhados a ouro e da antologia dos finalistas publicada pela Casa.
Jurados de nove países de língua portuguesa avaliam os finalistas: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Taxa de inscrição: R$ 137,90 por texto.
O maior prêmio para microcontos do Brasil: a arte de contar uma história inteira em pouquíssimas palavras. A 7ª edição vem aí.
Concurso nacional de contos, crônicas e poesia que celebra os talentos da própria comunidade da editora.
O prêmio dedicado ao haicai, a prova de que grandeza e brevidade cabem em dezessete sílabas.
Certame da Casa para novas vozes, porque toda obra monumental começou com uma gota de tinta.
A maratona poética que reuniu mais de mil autores numa só celebração da palavra em verso.
Antologia temática da Casa, textos selecionados em chamada pública e publicados em livro.
Títulos e preços do catálogo oficial da Casa (out/2026). Seleção da Editoria de Arte.Visitar a loja da Casa →
Com inscrições abertas, sua candidatura segue direto para a Casa. Com o prazo fechado, como agora, você entra na lista prioritária e recebe aviso assim que a próxima edição abrir. Elegância é não perder prazo.
Recebido e lavrado em ata! Sua inscrição segue para a lista de avisos do portal e para a Casa Brasileira de Livros, esta com a marcação INSCRITA PELA COMUNIDADE ERUDITA.

Editora gaúcha de Rio Pardo (RS) dedicada a revelar novos autores, sob o lema "Publicamos talentos!". A Casa publica antologias e obras de estreia, mantém livraria própria e realiza concursos literários abertos a toda a comunidade lusófona, entre eles o Pena de Ouro, o MicroConto de Ouro e o Prata da Casa.
Informações compiladas do site oficial da Casa Brasileira de Livros e do regulamento do 7º Pena de Ouro (outubro de 2026). Dúvidas: atendimento@casabrasileiradelivros.com · Instagram @casa.brasileira.de.livros. Em caso de divergência, prevalece sempre o regulamento oficial.
O vocabulário oficial do Duque, verbete a verbete: palavras raras, definições que se entendem e exemplos que se riem. Toda semana, uma entrada nova ganha destaque na capa, e todas moram aqui, em ordem alfabética e de bom humor.
Difícil de compreender; obscuro, hermético.
ler o verbete completo →Pessoa que fica boquiaberta à toa; pasmado profissional.
ler o verbete completo →O ronco solene dos intestinos; a voz do estômago em plenário.
ler o verbete completo →Exclamação oficial desta casa: espanto de gente fina. Substitui, com vantagem, qualquer palavrão de estimação.
ler o verbete completo →Rodeio de palavras para não dizer logo a coisa; a escada de serviço da frase.
ler o verbete completo →Amor-próprio excessivo; vaidade que dispensa espelho.
ler o verbete completo →Discurso confuso, embrulhado, que parte de lugar nenhum rumo a parte alguma.
ler o verbete completo →Preguiçoso de carteirinha; indolente com método.
ler o verbete completo →Sinceridade afável; a franqueza de quem é gentil sem esforço.
ler o verbete completo →Quem vive nas nuvens; habitante contumaz do mundo da lua.
ler o verbete completo →Turvado, nublado de entendimento; a mente em dia de garoa.
ler o verbete completo →De apetite ou proporção descomunal; digno do gigante Pantagruel, de Rabelais.
ler o verbete completo →Discursar com pompa e fôlego; arrematar o discurso convencido do aplauso.
ler o verbete completo →Idealista ao ponto da impraticabilidade; nobre, porém contra moinhos.
ler o verbete completo →Diz-se da palavra desnecessariamente longa, ou de quem as emprega com visível deleite. Do latim sesquipedalis, “de um pé e meio”.
ler o verbete completo →Que induz ao sono; anestesia administrada por via oral, em palestras.
ler o verbete completo →Fugir do assunto com elegância; responder tudo, menos a pergunta.
ler o verbete completo →Que está em toda parte ao mesmo tempo.
ler o verbete completo →Fluxo excessivo e incontido de palavras; hemorragia verbal.
ler o verbete completo →Pessoa estabanada, que anda meio tonta pelo mundo; atrapalhado querido.
ler o verbete completo →Vocábulo ainda não dicionarizado por esta casa, mas anotamos a sugestão com apreço.
A maior central de doações do Brasil: ajuda concreta, gratuita e acessível a quem mais precisa, em qualquer lugar do país. O Will Saturno divulga, de bom grado e melhor causa, esta ponte entre quem precisa de apoio e quem pode fazê-lo chegar.
Nada é cobrado, nenhum valor é solicitado. Quem participa não precisa doar nada, vender nada ou pagar nada: basta entrar no site e cadastrar-se gratuitamente, e, se selecionado, a ajuda chega de verdade.
Cadastre-se gratuitamente →O trabalho é simples de entender: o Link do Bem cria campanhas de doação e as divulga pela internet. As pessoas entram no site, cadastram-se gratuitamente e, se selecionadas, recebem ajuda de verdade. O foco está em quem precisa, e em como alcançar essa pessoa.
A iniciativa acredita que solidariedade não deve depender de distância, burocracia ou dinheiro. Por isso usa a internet para chegar onde quase ninguém chega: de Norte a Sul, do interior ao litoral, de grandes cidades a comunidades afastadas. Não é uma ONG nem um serviço público, é uma iniciativa independente que entrega, todos os dias:
O compromisso é com a transparência: todas as entregas são reais, documentadas e publicadas nos canais do projeto. O que se anuncia é o que se faz, com responsabilidade, respeito e foco total em quem está do outro lado da tela.
"O Link do Bem não é sobre sorte. É sobre presença, sobre chegar antes de a necessidade virar desespero."
É sobre mostrar que ainda existem portas abertas, mesmo para quem achou que já tinha esgotado todas as tentativas. Sem pedir nada em troca, sem promessas vagas: ajuda real, com verdade e com entrega.
Conhece alguém que precisa? Compartilhe. A ponte só funciona quando alguém a atravessa.
Acessar o Link do Bem →Texto de apresentação fornecido pelo Link do Bem. O cadastro e as campanhas acontecem na plataforma oficial do projeto, acessada pelos botões acima.
O catálogo do Duque: apetrechos do ofício, livros, teatro, filmes e lugares de peregrinação letrada, cada um com a crítica da casa e o botão para adquirir o seu. Comprando pelos links da vitrine, você apoia o canal sem pagar um centavo a mais.
A divisa norte-americana registrou nova elevação, conforme a imprensa financeira (este repórter prefere "acometida de grandeza", termo mais fiel ao temperamento da moça).
Sábado ameno com pancadas pontuais (a cidade responderá, como de praxe, com casaco de lã, bermuda e guarda-chuva na mesma calçada) .
Lojistas relatam dificuldade em reter funcionários (o crachá, artigo outrora vitalício, virou acessório de estação) .
Usuários relatam mensagens automáticas de rara polidez (a máquina, ao contrário de certos remetentes, jamais confundiu "haja" com "aja").
O passeio dominical da capital registrou recorde de público (este repórter contou três violões, duas resenhas de Drummond e um discurso espontâneo sobre o cerrado).
O fenômeno apresenta credenciais na América do Sul (chega sempre com nome de menino e modos de assembleia geral extraordinária).
Prossegue a sucessão para a Secretaria-Geral (requisitos do edital: fluência em idiomas, doutorado em tergiversação alheia e estômago de bronze).
O Prêmio Clarín de Novela anunciou seus finalistas (oito maneiras distintas de adiar as tarefas domésticas com dignidade literária).
Casais podem oficializar a união sem custos (este repórter, lavrador de glossários conjugais, recomenda aos noivos o verbete "paciência", página um).
Nenhuma notícia nesta categoria por enquanto. O repórter já foi notificado, com a devida solenidade.
Flagrou um pleonasmo vicioso em outdoor? Uma placa com crase criminosa? Um "menas" proferido em cadeia nacional? Testemunhou cena digna das Notícias Eruditas? Protocole sua denúncia abaixo, com foto ou vídeo da ocorrência. As melhores viram pauta, com os devidos créditos ao denunciante (ou ao pseudônimo, para os tímidos de notório saber).
Arquivo editorial do Saturno News com fatos noticiados em 17/10/2026 (fontes: resumo de manchetes do dia, com apuração da Folha, G1, UOL, Clarín e agências). Ilustrações da Editoria de Arte; os comentários entre parênteses são obra exclusiva, e irrevogável, deste repórter.