A etiqueta morreu ou apenas mudou de roupa?
Toda geração gosta de acreditar que a seguinte destruiu as boas maneiras.
Parte do que chamamos de etiqueta é costume histórico; parte é uma tecnologia de convivência. A questão interessante é separar forma e função.
Civilidade sem museu
Talvez o vocativo tenha mudado, mas a necessidade de reconhecer o outro continua. Talvez não usemos certas fórmulas de tratamento, mas ainda precisamos aprender a interromper, discordar, agradecer, pedir licença e estabelecer limites.
A tradição merece ser examinada, não venerada automaticamente. O novo também merece ser testado, não adotado apenas porque é novo.
Que hábito antigo preservava uma função social importante — e qual hábito novo cumpre essa função melhor?
